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        O Domo de Araguainha

 
  Com o apoio do webmaster deste site, a TVCA - Filial da TV GLOBO no Mato Grosso, levou ao ar a seguinte matéria sobre o DOMO DE ARAGUAINHA que repercutiu em nível nacional no JORNAL HOJE E "ESPAÇO ABERTO" da GloboNews. Foram 3 apresentações no Telejornal local (MTTV), 1 no Jornal Hoje (video link na figura abaixo) e 3 no Espaço Aberto. Prova do que a credibilidade de um astrônomo amador pode ajudar no enriquecimento de matérias jornalísticas e na cultura das pessoas.
 
Matéria da Globonews - Entrevista de Baldaci
 
A marca do impacto
 
 

Uma chuva de meteoritos deve iluminam o céu diversas vezes ao ano. São pedacinhos de um cometa - o que a gente conhece como estrela cadente - que produzem luz quando entram na atmosfera da terra. Mas pra ver, é preciso que o céu esteja aberto e bem escuro. Hoje em dia esses meteoritos não oferecem perigo, mas, no passado, a terra foi alvo de grandes meteoros. A maior cratera aberta por um deles na América Latina fica em Mato Grosso. Um laboratório a céu aberto que entrou no roteiro de pesquisadores do mundo inteiro.

As colinas suaves que parecem brotar no meio do cerrado são as marcas do impacto. Há 245 milhões de anos um meteoro devastou a região. “Seria o equivalente a milhões de bombas atômicas iguais à de Hiroshima. É uma escala de energia que o ser humano dificilmente consegue imaginar”, afirma Álvaro Crosta, geólogo da Unicamp.

O choque abriu uma cratera de 40 quilômetros de diâmetro na divisa de Mato Grosso com Goiás. A erosão mudou as formas originais do terreno e as evidências do choque ficaram nas rochas. Arenitos e cristais de quartzo encontrados no local apresentam deformações, segundo especialistas só são encontradas onde houve queda de meteoro. “Estrias sempre apontando para uma mesma direção, a do choque”, explica Crosta.

Raridades que atraem levas de pesquisadores do mundo inteiro para a região. Mas as informações circulam apenas na comunidade científica. Duas pequenas cidades: Araguainha e Ponte Branca ficam dentro da cratera e quase ninguém sabe disso.

O estudo das crateras levanta uma outra questão fundamental: a Terra pode ser alvo outra vez de um grande meteoro, de um impacto gigantesco que ameace a vida do planeta? A possibilidade que assusta o homem e inspira roteiros de cinema é pouco provável. “A possibilidade de acontecer e a queda ser testemunhada pelo homem é muito pequena”, avalia o geólogo da Unicamp.

A queda de pequenos meteoros é freqüente, mas a maioria se desintegrano ar, sem alcançar a superfície. São as estrelas cadentes que riscam o céu e despertam desejo. Em vez de medo, a esperança. no ar, sem alcançar a superfície. São as estrelas cadentes que riscam o céu e despertam desejo. Em vez de medo, a esperança.

Estudos
Cidades mato-grossenses entram na rota de pesquisas de cientistas mundiais

 

Duas cidades de Mato Grosso entram na rota da pesquisa científica mundial. Araguainha e Ponte Branca, na divisa com Goiás, ficam exatamente dentro da maior cratera causada pela queda de um meteoro na América Latina há 245 milhões de anos. Um imenso laboratório a céu aberto que pode esconder os segredos sobre a origem do universo.

As colinas no meio do cerrado são evidências de uma catástrofe e ficam exatamente no centro da cratera tem hoje 40 quilômetros de diâmetro. A erosão ao longo dos séculos desgastou as pedras, arrastou sedmentos e mudou o cenário, que pode melhor observado em animações feitas com base em imagens de satélites.

Araguainha entrou para o mapa das pesquisas em 1969, mas naquela época os cientistas avaliaram que o relevo era de formação vulcânica, que surgiu de baixo para cima ao longo dos tempos. Em 1973, pesquisas mais detalhadas relacionaram a cratera ao impacto com o corpo celeste. As evidências estavam nas rochas.

Um estudo comprovou que a onda de choque provocada pela a queda do meteoro, modificou a estrutura interna dos cristais de quartzo e de granito, rochas típicas dessa região. A pesquisa foi conduzida pelo geólogo Álvaro Crosta, doutor em Geologia pela Unicamp, em Campinas. Segundo o geólogo, ao passar pela rocha, a onda de choque orienta os grãos desses arenito em forma cônica, com estrias sempre apontando para uma mesma direção, que é a direção do choque.

Nos escombros do passado, os pesquisadores buscam segredos sobre a origem da vida e tentam prever outras quedas de corpos celestes na terra e de acordo com Álvaro Crosta, a possibilidade disso acontecer é muito remota. "As chances de acontecer a queda de um meteoro é a cada milhões de anos, e se tudo der certo, não vai acontecer enquanto a humanidade estiver aqui" afirma o geólogo. (RM)

 

Saiba Mais sobre Choques de Cometas com a Terra.