Uma chuva de meteoritos deve
iluminam o céu diversas vezes ao ano. São pedacinhos de um cometa - o que a
gente conhece como estrela cadente - que produzem luz quando entram na
atmosfera da terra. Mas pra ver, é preciso que o céu esteja aberto e
bem escuro. Hoje em dia esses meteoritos não oferecem perigo, mas, no
passado, a terra foi alvo de grandes meteoros. A maior cratera aberta
por um deles na América Latina fica em Mato Grosso. Um laboratório a
céu aberto que entrou no roteiro de pesquisadores do mundo inteiro.
As colinas suaves que parecem
brotar no meio do cerrado são as marcas do impacto. Há 245 milhões de
anos um meteoro devastou a região. “Seria o equivalente a milhões de
bombas atômicas iguais à de Hiroshima. É uma escala de energia que o
ser humano dificilmente consegue imaginar”, afirma Álvaro Crosta,
geólogo da Unicamp.
O choque abriu uma cratera de
40 quilômetros de diâmetro na divisa de Mato Grosso com Goiás. A
erosão mudou as formas originais do terreno e as evidências do choque
ficaram nas rochas. Arenitos e cristais de quartzo encontrados no
local apresentam deformações, segundo especialistas só são encontradas
onde houve queda de meteoro. “Estrias sempre apontando para uma mesma
direção, a do choque”, explica Crosta.
Raridades que atraem levas de
pesquisadores do mundo inteiro para a região. Mas as informações
circulam apenas na comunidade científica. Duas pequenas cidades:
Araguainha e Ponte Branca ficam dentro da cratera e quase ninguém sabe
disso.
O estudo das crateras levanta
uma outra questão fundamental: a Terra pode ser alvo outra vez de um
grande meteoro, de um impacto gigantesco que ameace a vida do planeta?
A possibilidade que assusta o homem e inspira roteiros de cinema é
pouco provável. “A possibilidade de acontecer e a queda ser
testemunhada pelo homem é muito pequena”, avalia o geólogo da Unicamp.
A queda de pequenos meteoros
é freqüente, mas a maioria se desintegrano ar, sem alcançar a
superfície. São as estrelas cadentes que riscam o céu e despertam
desejo. Em vez de medo, a esperança. no ar, sem alcançar a superfície.
São as estrelas cadentes que riscam o céu e despertam desejo. Em vez
de medo, a esperança.


Estudos
Cidades
mato-grossenses entram na rota de pesquisas de cientistas mundiais
Duas cidades de Mato
Grosso entram na rota da pesquisa científica mundial. Araguainha e
Ponte Branca, na divisa com Goiás, ficam exatamente dentro da
maior cratera causada pela queda de um meteoro na América Latina
há 245 milhões de anos. Um imenso laboratório a céu aberto que
pode esconder os segredos sobre a origem do universo.
As colinas no meio do
cerrado são evidências de uma catástrofe e ficam exatamente no
centro da cratera tem hoje 40 quilômetros de diâmetro. A erosão ao
longo dos séculos desgastou as pedras, arrastou sedmentos e mudou
o cenário, que pode melhor observado em animações feitas com base
em imagens de satélites.
Araguainha entrou para o
mapa das pesquisas em 1969, mas naquela época os cientistas
avaliaram que o relevo era de formação vulcânica, que surgiu de
baixo para cima ao longo dos tempos. Em 1973, pesquisas mais
detalhadas relacionaram a cratera ao impacto com o corpo celeste.
As evidências estavam nas rochas.
Um estudo comprovou que a
onda de choque provocada pela a queda do meteoro, modificou a
estrutura interna dos cristais de quartzo e de granito, rochas
típicas dessa região. A pesquisa foi conduzida pelo geólogo Álvaro
Crosta, doutor em Geologia pela Unicamp, em Campinas. Segundo o
geólogo, ao passar pela rocha, a onda de choque orienta os grãos
desses arenito em forma cônica, com estrias sempre apontando para
uma mesma direção, que é a direção do choque.
Nos escombros do passado,
os pesquisadores buscam segredos sobre a origem da vida e tentam
prever outras quedas de corpos celestes na terra e de acordo com
Álvaro Crosta, a possibilidade disso acontecer é muito remota. "As
chances de acontecer a queda de um meteoro é a cada milhões de
anos, e se tudo der certo, não vai acontecer enquanto a humanidade
estiver aqui" afirma o geólogo. (RM)



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Terra.